Tempo de reportagem: Histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro
معرفی کتاب «Tempo de reportagem: Histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro» نوشتهٔ Audálio Dantas، منتشرشده توسط نشر Texto Editores Ltda در سال 2012. این کتاب در فرمت azw3، زبان pt ارائه شده است.
Em 1975, Audálio Dantas deixou as redações para assumir a presidência do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo. Naquele momento, iniciava-se o percurso do protagonista da História – na denúncia corajosa do assassinato do jornalista Vladimir Herzog pela Ditadura Militar – e praticamente se interrompia a carreira de um dos mais brilhantes jornalistas brasileiros. “Ao todo, Tempo de reportagem reúne 13 reportagens e 13 reflexões sobre o reportar. Dos trabalhos publicados, conta com algumas das melhores produções de Dantas, do final da década de 1950 até meados dos anos de 1970, em revistas como a popularíssima O Cruzeiro e a mítica Realidade, além de um texto especial para a revista Playboy, em 1993. Em textos inéditos, o autor faz uma reflexão sobre os bastidores da apuração dos fatos e sobre os desafios de transformar vida em texto jornalístico – suas escolhas, seus erros, suas dúvidas. Audálio conta, por exemplo, como encontrou Carolina Maria de Jesus na favela paulistana do Canindé e como, ao voltar para a redação, declarou ao chefe que ela já tinha, pronta, a reportagem que fora buscar. Carolina se tornaria, logo depois, a primeira favelada brasileira a escrever e a publicar uma obra literária. Aos 80 anos, o grande repórter volta à juventude para refletir sobre o seu legado e ajudar as novas gerações de jornalistas e de leitores a pensar sobre a enorme tarefa de contar a história cotidiana de sua época. Sobre o Autor Jornalista e escritor, Audálio Dantas é autor de mais de dez livros, entre os quais “O circo do desespero”, “O menino Lula”, “Repórteres” (org.) e “O Chão de Graciliano”, este último contemplado com o Prêmio APCA 2007. Uma de suas reportagens, sobre a favela do Canindé, em São Paulo, deu origem a um dos livros de maior sucesso no Brasil e no exterior: “Quarto de despejo”, uma compilação do diário da favelada Carolina Maria de Jesus, que foi traduzido para 13 idiomas. Entre suas obras destacam-se também livros infanto-juvenis, um dos quais, A infância de Graciliano Ramos, foi premiado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Além de escritor e jornalista, Audálio Dantas tem tido atuação destacada em entidades culturais e profissionais. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e da Federação Nacional dos Jornalistas, da Imprensa Oficial de São Paulo e do Conselho da Fundação Cásper Líbero; vice-presidente da ABI-Associação Brasileira de Imprensa. Foi também deputado federal por São Paulo. Atualmente é conselheiro da UBE – União Brasileira de Escritores e do Instituto Vladimir Herzog. Em 1981, recebeu prêmio na ONU por sua atuação em defesa dos direitos humanos. OBRA REÚNE 13 TEXTOS ESCOLHIDOS PELO AUTOR Não importa se o cargo era chefe de redação da principal revista do país em 1959 ou secretário de redação de um dos grandes jornais brasileiros. Audálio Dantas, um dos mais renomados nomes do jornalismo no Brasil, abre mão de qualquer convite se puder ir para a rua e exercer sua verdadeira paixão: a reportagem. Para homenagear o gênero, Audálio presenteia os leitores em julho com o livro "Tempo de Reportagem", em que reúne 13 de suas grandes reportagens, todas escolhidas por ele, para uma antologia revisitada, que conta com textos de making of inéditos, escritos pelo próprio autor. Fernando Morais assina o prefácio, e Eliane Brum é a autora de um dos textos dos apêndices, que incluem, além do prefácio de Ricardo Kotscho para a primeira edição do livro "O circo do desespero", publicado por Audálio em 1976, o um texto de Samir Curi Messerani e a transcrição da entrevista realizada em dezembro de 2011, durante uma edição do programa Jogo de Idéias do Itaú Cultural, em que Audálio foi entrevistado por Eliane Brum, Claudiney Ferreira e Ricardo Kotscho. Com seu texto denso, considerado um dos melhores da imprensa brasileira, Audálio consegue se aproximar do leitor e retratar um mundo sem medo de mostrar seu lado desagradável e incomum, esteja ele em uma catadora de papel que se revelou uma ótima escritora, uma maratona de dança, um hospício que abriga nossos loucos irmãos, uma nova guerra de Canudos, a triste mortalidade infantil em Pernambuco por inanição, uma caçada a caranguejos, na visão do pescador e do próprio caranguejo, um desfile militar no Chile, um Canadá vivendo sob medidas de guerra após o sequestro de um diplomata, uma família que vive de salário mínimo em único quarto de uma casa que acorda com a luz atravessando as frestas, o veterano edifício Martinelli, com todos os seus 105 metros de tinta rosa e história decadente no centro de São Paulo, um comprador de peixe na cidadezinha de Ibiaí, em Minas ou uma empolgada SUMÁRIO Ficha Técnica Diário de uma favelada: a reportagem que não terminou O drama da favela escrito por uma favelada O circo do desespero Nossos desamados irmãos loucos A nova guerra de Canudos Oh, Minas Gerais! Doença de menino Povo caranguejo Chile 70 Oh, Canadá! Joaquim Salário-Mínimo O prédio À margem A maratona do beijo APÊNDICE Os contos das coisas acontecidas O monumento anda, fala (e depois come dois ovos fritos) Entrevista em homenagem a Audálio Dantas
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