Para uma ontologia do ser social / I, I / György Lukács. Tradução Carlos Nelson Coutinho ; Mario Duyaer ; Nélio Schneider. Revisão da tradução Nélio Schneider. Revisão técnica Ronaldo Vielmi Fortes (com a colaboração de Ester Vaisman e Elcemi
معرفی کتاب «Para uma ontologia do ser social / I, I / György Lukács. Tradução Carlos Nelson Coutinho ; Mario Duyaer ; Nélio Schneider. Revisão da tradução Nélio Schneider. Revisão técnica Ronaldo Vielmi Fortes (com a colaboração de Ester Vaisman e Elcemi» نوشتهٔ György Lukács، منتشرشده توسط نشر Boitempo Editorial در سال 2012. این کتاب در فرمت pdf، زبان pt ارائه شده است.
György Lukács é um dos maiores expoentes do pensamento humanista do século XX e Para uma ontologia do ser social é a mais complexa sistematização filosófica de seu tempo. Considerada uma das mais importantes obras do filósofo húngaro, concebida no curso dos anos 1960, a Ontologia (como se tornou conhecida) significa o salto daquela intuída à ontologia filosoficamente fundamentada nas categorias mais essenciais que regem a vida do ser social, bem como nas estruturas da vida cotidiana dos homens. O primeiro volume de um dos centrais projetos editoriais da Boitempo, acalentado por mais de uma década, finalmente chega às livrarias brasileiras com primorosa apresentação de José Paulo Netto e tradução direta do alemão por Mario Duayer e Nélio Schneider, acrescida da tradução de Carlos Nelson Coutinho, introdutor de Lukács no Brasil e profundo conhecedor de sua obra, baseada na edição italiana. O texto contou também com uma minuciosa revisão técnica de Ronaldo Vielmi Fortes, auxiliado por Ester Vaisman e Elcemir Paço Cunha. A tomada de posição ontológica marxiana tem início nos anos 1930, quando o filósofo segue da Hungria para Moscou. No Instituto Marx-Engels-Lenin faz um mergulho definitivo nos Manuscritos econômico-filosóficos do jovem Marx. Mas, se a guinada ontológica de Lukács acontece ainda na juventude, marcando todos os seus escritos dos quarenta anos seguintes, é na maturidade, nos anos de 1950, que lhe ocorre a necessidade de desenvolver uma sistematização categorial das reflexões que vinha fazendo sobre arte e literatura. Retira-se então da vida política para dedicar-se à elaboração dos volumes que compõem a Estética. Sua finalização aponta para o projeto de uma Ética; antes, porém, era preciso definir o sujeito capaz de assumir um comportamento verdadeiramente ético. Vêm daí as motivações que impeliram Lukács a trabalhar tão arduamente, ao longo de toda a década de 1960, nos manuscritos de Para uma ontologia do ser social. Segundo o pesquisador romeno Nicolas Tertulian, Lukács tinha perfeita consciência do extremo empobrecimento sofrido pelo pensamento marxista durante a época staliniana. “Desse modo, Para uma ontologia do ser social representa um gigantesco esforço para examinar, passo a passo, as categorias fundamentais do pensamento marxiano, a fim de restituir-lhe a densidade e a substancialidade”, afirma na introdução dos Prolegômenos. Obra de síntese, Para uma ontologia do ser social pretende precisar os pontos do debate que agitaram o pensamento marxista nos últimos decênios. A Ontologia permitiu-lhe abordar a fundo esses pontos de dissenso e fornecer esclarecimentos acerca dos problemas essenciais do marxismo e dos fundamentos da própria evolução. “Os materiais que deveriam constituir uma “introdução” à Ética adquirem, assim, o estatuto de fundacionais da Ontologia, obra que não foi ainda suficientemente analisada. Em relação a ela, no entanto, se pode afirmar, com inteira segurança, que abre um novo horizonte teórico-filosófico para o desenvolvimento do marxismo, e que não haverá nenhum renascimento do marxismo se ela for ignorada”, sentencia José Paulo Netto. Gyrgy Lukcs um dos maiores expoentes do pensamento humanista do sculo XX e Para uma ontologia do ser social a mais complexa sistematizao filosfica de seu tempo. Considerada uma das mais importantes obras do filsofo hngaro, concebida no curso dos anos 1960, a Ontologia (como se tornou conhecida) significa o salto daquela intuda ontologia filosoficamente fundamentada nas categorias mais essenciais que regem a vida do ser social, bem como nas estruturas da vida cotidiana dos homens. O primeiro volume de um dos centrais projetos editoriais da Boitempo, acalentado por mais de uma dcada, finalmente chega s livrarias brasileiras com primorosa apresentao de Jos Paulo Netto e traduo direta do alemo por Mario Duayer e Nlio Schneider, acrescida da traduo de Carlos Nelson Coutinho, introdutor de Lukcs no Brasil e profundo conhecedor de sua obra, baseada na edio italiana. O texto contou tambm com uma minuciosa reviso tcnica de Ronaldo Vielmi Fortes, auxiliado por Ester Vaisman e Elcemir Pao Cunha. A tomada de posio ontolgica marxiana tem incio nos anos 1930, quando o filsofo segue da Hungria para Moscou. No Instituto Marx-Engels-Lenin faz um mergulho definitivo nos Manuscritos econmico-filosficos do jovem Marx. Mas, se a guinada ontolgica de Lukcs acontece ainda na juventude, marcando todos os seus escritos dos quarenta anos seguintes, na maturidade, nos anos de 1950, que lhe ocorre a necessidade de desenvolver uma sistematizao categorial das reflexes que vinha fazendo sobre arte e literatura. Retira-se ento da vida poltica para dedicar-se elaborao dos volumes que compem a Esttica. Sua finalizao aponta para o projeto de uma tica; antes, porm, era preciso definir o sujeito capaz de assumir um comportamento verdadeiramente tico. Vm da as motivaes que impeliram Lukcs a trabalhar to arduamente, ao longo de toda a dcada de 1960, nos manuscritos de Para uma ontologia do ser social. Segundo o pesquisador romeno Nicolas Tertulian, Lukcs tinha perfeita conscincia do extremo empobrecimento sofrido pelo pensamento marxista durante a poca staliniana. Desse modo, Para uma ontologia do ser social representa um gigantesco esforo para examinar, passo a passo, as categorias fundamentais do pensamento marxiano, a fim de restituir-lhe a densidade e a substancialidade, afirma na introduo dos Prolegmenos. Obra de sntese, Para uma ontologia do ser social pretende precisar os pontos do debate que agitaram o pensamento marxista nos ltimos decnios. A Ontologia permitiu-lhe abordar a fundo esses pontos de dissenso e fornecer esclarecimentos acerca dos problemas essenciais do marxismo e dos fundamentos da prpria evoluo. Os materiais que deveriam constituir uma introduo tica adquirem, assim, o estatuto de fundacionais da Ontologia, obra que no foi ainda suficientemente analisada. Em relao a ela, no entanto, se pode afirmar, com inteira segurana, que abre um novo horizonte terico-filosfico para o desenvolvimento do marxismo, e que no haver nenhum renascimento do marxismo se ela for ignorada, sentencia Jos Paulo Netto. Trecho do livro Antes de tudo, vida cotidiana, cincia e religio (teologia includa) de uma poca formam um complexo interdependente, sem dvida frequentemente contraditrio, cuja unidade muitas vezes permanece inconsciente. A investigao do pensamento cotidiano uma das reas menos pesquisadas at o presente. H muitos trabalhos sobre a histria das cincias, da filosofia, da religio e da teologia, mas so extremamente raros os que se aprofundam em suas relaes recprocas. Em virtude disso, resulta claro que justamente a ontologia se eleva do solo do pensamento cotidiano e nunca mais poder tornar-se eficaz caso no seja capaz de nele voltar a aterrar mesmo que de forma muito simplificada, vulgarizada e desfigurada. Apresentação - José Paulo Netto ..... .. ............................................... 9 Primeira Parte: A situação atual dos problemas .................................. 23 Introdução .................................................................................. 25 I. Neopositivismo e existencialismo ...................... . ........................... 45 1. Neopositivismo ................. . ................................................... 45 2. Excurso sobre Wittgenstein ..................................................... 7 4 3. Existencialismo ............................... . ..................................... 80 4. A filosofia contemporânea e a necessidade religiosa ................. 104 II. O avanço de Nicolai Hartmann rumo a uma ontologia autêntica .... l 29 1. Princípios estruturadores da ontologia de Hartmann ................... 132 2. Para a crítica à ontologia de Hartmann ......... . .............. . ......... 150 IlI. A falsa e a autêntica ontologia de Hegel. ................................... 181 1 . A dialética de Hegel "em meio ao esterco das contradições" ..... 181 2. A ontologia dialética de Hegel e as determinações de reflexão .. 233 IV. Os princípios ontológicos fundamentais de Marx ......................... 281 1. Questões metodológicas preliminares ........................ . ............ 281 2. Crítica da economia política .......................... ....................... 302 3. Historicidade e universalidade teórica .................................... 339 György Lukács é Um Dos Expoentes Do Pensamento Humanista Do Século Xx. Herdeiro Da Concepção De Totalidade Que Toma De Hegel E De Marx, Aceita O Desafio Que Engels E Lenin Lançam Aos Marxistas E Formula Uma Complexa Sistematização Filosófica Do Seu Tempo. Esse Projeto, Que Passa Pela Mediação Estética, E Desemboca Na Exigência De Elaboração De Uma ética, Deve Ter Na Ontologia Do Ser Social Sua Forma Derradeira. A Tomada De Posição Ontológica Marxiana Acontece Nos Anos 1930, Quando Lukács Apreende Do Jovem Marx As Possibilidades Abertas Pela Definição De Essência Genérica Do Ser Que Não Se Pode Restringir à Forma Fenomênica De Classe. Ao Longo De Toda A Década De 1960, Lukács Trabalha Nos Manuscritos De 'para Uma Ontologia Do Ser Social', Obra Que Busca Significar O Salto Da Ontologia Intuída à Ontologia Filosoficamente Fundamentada Nas Categorias Essenciais Que Regem A Vida Do Ser Social, Bem Como Nas Estruturas Da Vida Cotidiana Dos Homens.
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