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O trato dos viventes: Formação do Brasil no Atlântico Sul - Séculos XVI e XVII

معرفی کتاب «O trato dos viventes: Formação do Brasil no Atlântico Sul - Séculos XVI e XVII» نوشتهٔ Luiz Felipe de Alencastro، منتشرشده توسط نشر Companhia das Letras در سال 2020. این کتاب در فرمت epub، زبان pt ارائه شده است.

Alencastro demonstra que a colonização portuguesa criou um espaço econômico e social constituído por uma zona de produção escravista, no litoral americano, e uma zona de reprodução de escravos, centrada em Angola. Esse sistema bipolar ainda marca profundamente o Brasil contemporâneo. O padre Antônio Vieira escrevia: "Angola... de cujo triste sangue, negras e infelizes almas se nutre, anima, sustenta, serve e conserva o Brasil". Em O trato dos viventes, o historiador Luiz Felipe de Alencastro mostra que a colonização portuguesa, baseada no escravismo, deu lugar a um espaço econômico e social bipolar, englobando uma zona de produção escravista situada no litoral da América do Sul e uma zona de reprodução de escravos centrada em Angola. Surge então um espaço aterritorial, um arquipélago lusófono composto dos enclaves da América portuguesa e das feitorias de Angola. O autor mostra como essas duas partes unidas pelo oceano se completam num só sistema de exploração colonial cuja singularidade ainda marca profundamente o Brasil contemporâneo. O Brasil colonial tem sido estudado da mesma maneira que a lua era observada antes dos vOos espaciais: do lado que reflete o sol, do lado de Portugal, da Europa. O trato dos viventes incorpora os eventos transcorridos em Angola à narrativa dos eventos brasileiros - é como descobrir o lado escondido da lua, a metade oculta da história do Brasil. "O domínio do autor sobre as fontes documentais e arquivísticas é impressionante, a escrita é por vezes brilhante e sobretudo provocativa. [...] O trato dos viventes deve ser considerado uma grande obra, que mudou a forma de compreender a história do Brasil e de Angola, dando novo entendimento ao lugar e à importância do Atlântico Sul na história da escravidão." — Stuart B. Schwartz, Slavery & Abolition Sobre o Autor Luiz Felipe de Alencastro é professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas e professor emérito da Sorbonne. Historiador e cientista político, publicou, entre outros, O trato dos viventes: Formação do Brasil no Atlântico Sul (Companhia das Letras, 2000). Sumário Capa Rosto Prefácio 1. O aprendizado da colonização Caminhos dos colonos Reparos da Metrópole O escopo do comércio português Instrumentos de política colonial Demanda e oferta, qual é o “primum mobile”? 2. Africanos, “os escravos de Guiné” Ventos negreiros São Tomé — Laboratório tropical Conquista e catequese na África Central 3. Lisboa, capital negreira do Ocidente O mercado ibero-americano Cativos e escravos Experimentos sul-atlânticos Preadores, assentistas, governadores e banqueiros Guerra e comércio no Atlântico Sul Luanda, o Rio de Janeiro e o rio da Prata Mercadoria aglutinante e mercadoria ancilar Um comércio triangular? 4. Índios, os “escravos da terra” O trabalho compulsório indígena O tráfico de índios Entraves estruturais ao trato continental dos índios A unificação microbiana do mundo Doutores e empíricos A escravidão africana e o desencravamento da Amazônia O desenraizamento do cativo na África e na América A reprodução social dos escravos 5. A evangelização numa só colônia O antiescravismo dos santos sacramentos A teoria negreira jesuíta “Descimento” de índios e tráfico de africanos A bipolaridade do escravismo luso-brasílico 6. As guerras pelos mercados de escravos O ciclo do trato de índios Peruleiros e bandeirantes O expansionismo atlântico fluminense O cativeiro indígena e o autonomismo paulista A guerra pelos africanos Nassau: “príncipe humanista” e negreiro Produtores coloniais versus acionistas metropolitanos Contra-ataque luso-brasílico em Angola Luanda, a batalha estratégica do Atlântico Quem reconquistou Angola? Refluxo do tráfico de índios Palmares e o paradoxo de Domingos Jorge Velho Adequação espacial e adequação social da colonização 7. Angola brasílica A mandioca nos tumbeiros e nas feiras africanas Zimbo, jimbo O condomínio lusitano, angolista e brasílico na África Central A jornada dos negreiros A ajuda inaciana na reconquista de Angola Os sucessores de salvador de sá em Luanda João fernandes vieira em Angola A maravilhosa conversão da rainha Jinga O Congo cismático Negreiros e o desbarato do Congo Ambuíla: a batalha tricontinental Táticas brasílicas nas guerras africanas Quartelada em luanda e punhaladas no Recife Continuidade brasílica na África Central O novo pacto político entre a Corte e os guerreiros ultramarinos A conquista dos mercados africanos pela cachaça O vinho, as aguardentes europeias e o malafo A vitória da cachaça Os tumultos dos jeribiteiros As contas do trato bilateral Brasil-África Conclusão – Singularidade do Brasil A reafirmação da política de feitorias na África Central portuguesa O repovoamento da América portuguesa O gado contra os índios A invenção do mulato Apêndice 1 – Luís Mendes de Vasconcelos e seus filhos Apêndice 2 – O abastecimento das capitanias do Norte pelas capitanias do Sul durante a guerra holandesa Apêndice 3 – A família de Salvador Correa de Sá e Benevides Apêndice 4 – A alegada proclamação de Amador Bueno em 1641 Apêndice 5 – Notas sobre alguns expedicionários portugueses e brasílicos da força-tarefa de 1648 que reconquistou Angola Apêndice 6 – Armas de fogo manuais no Atlântico seiscentista português Apêndice 7 – Sobre o número de escravos saídos de Angola e entrados no Brasil nos séculos XVI e XVII Notas Abreviaturas utilizadas Fontes e bibliografia citadas Caderno de imagens Crédito de ilustrações Sobre o autor Créditos Macro-level study of the South Atlantic throughout the sixteenth and seventeenth centuries demonstrating how Brazils emergence was built on the longest and most intense slave trade of the modern era. The seventeenth-century missionary and diplomat Father Antnio Vieira once observed that Brazil was nourished, animated, sustained, served, and conserved by the sad blood of the black and unfortunate souls imported from Angola. In The Trade in the Living , Luiz Felipe de Alencastro demonstrates how the African slave trade was an essential element in the South Atlantic and in the ongoing cohesion of Portuguese America, while at the same time the concrete interests of Brazilian colonists, dependent on Angolan slaves, were often violently asserted in Africa, to ensure men and commodities continued to move back and forth across the Atlantic. In exposing this intricate and complementary relationship between two non-European continents, de Alencastro has fashioned a new and challenging examination of colonial Brazil, one that moves beyond its relationship with Portugal to discover a darker, hidden history.
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