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Imagens da branquitude

معرفی کتاب «Imagens da branquitude» نوشتهٔ Schwarcz, Lilia Moritz، منتشرشده توسط نشر Companhia das Letras در سال 2024. این کتاب در فرمت epub، زبان pt ارائه شده است. «Imagens da branquitude» در دستهٔ بدون دسته‌بندی قرار دارد.

“Ninguém lê livremente e sem as lentes e códigos da sua cultura.” A maneira pela qual as imagens nos afetam é condicionada por esquemas visuais – em geral nada inocentes – que nos foram transmitidos, e que carregam uma interpretação específica daquilo que é representado. Em Imagens da branquitude , Lilia Moritz Schwarcz analisa uma iconografia múltipla, do século XVI ao presente, passando por mapas, monumentos públicos, fotografias, publicidade, e, a partir do exame detido desses testemunhos, identifica como são atravessados por práticas racistas, buscando “desnaturalizar” essas concepções. Muito mais do que uma análise meramente iconográfica e recortada, esta é uma história, na longa duração, de como a branquitude se manifestou simbolicamente, em especial por meio da visualidade, de modo a estabilizar um ambiente de hierarquização ou estruturas de subordinação. A presença forte mas racialmente ausente dos brancos nesses registros visuais, com o decorrente pressuposto de que seriam o normal ou o intrinsecamente dominante, assoma como ponto central deste livro necessário, que nos convida a olhar para essa produção imagética e fazer o exercício de lê-la na contramão. “Eis o superpoder da branquitude: ser, ao mesmo tempo, invisível e onipresente. Suas teias de privilégios integram a paisagem do país do racismo por denegação. Neste livro, Lilia Schwarcz propõe um antídoto poderoso para desvendar a capa de invisibilidade que caracteriza a branquitude: ler seus rastros em imagens que compõem nossa história e imaginário. Por trás de tantas imagens lidas aqui por Lilia há um país inteiro que ainda precisa se ver no espelho e que, por meio desta obra-prima, Schwarcz nos permite enxergar com a clarividência que nos faltava. ― Thiago Amparo O “pacto das imagens” aludido pela autora nesta obra tão importante é desnudado a partir de uma leitura de representações visuais da branquitude, as quais ao longo da história criaram imaginários que naturalizaram a supremacia branca e a acumulação de riquezas por esse grupo. O esforço de Lilia em desconstruir essas categorias é revelador do provérbio que ela mesma subverte: “Eles que são brancos já não se entendem”, pontuando ser essencial demarcar um outro lugar que pode ser ocupado pelas pessoas brancas, o da transformação da profunda desigualdade racial brasileira como condição fundamental para o atingimento da democracia. ― Cida Bento
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