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Ifigênia

معرفی کتاب «Ifigênia» نوشتهٔ Teresa De La Parra; tamara Sender; tamara Sender، منتشرشده توسط نشر Carambaia در سال 2021. این کتاب در فرمت epub، زبان pt ارائه شده است. «Ifigênia» در دستهٔ بدون دسته‌بندی قرار دارد.

María Eugenia Alonso tem 18 anos quando perde o pai e precisa deixar a Europa, onde viveu por doze anos, para retornar a sua Venezuela natal. O impacto da troca de Paris, em plena efervescência cultural dos anos 1920, pela monótona e conservadora Caracas, onde ela vai morar com a tia e a avó, a inspira a registrar suas impressões em um diário. Esse é o mote de Ifigênia – diário de uma jovem que escreveu porque estava entediada, da venezuelana Teresa de la Parra (1889-1936), autora inédita no Brasil até a publicação deste romance. A nova vida de María Eugenia revela a realidade das mulheres na Venezuela no início do século XX, "submetidas a um modelo de resignação, quando nada mais lhes restava senão o 'bom matrimônio'; com um homem de posses", como descreve Tamara Sender, tradutora e autora do posfácio do livro. O contraste com a realidade de Paris e a crítica à posição da mulher na sociedade caraquenha da época fez com que Ifigênia – cujo título remete à heroína grega que simboliza o sacrifício feminino – se tornasse um dos ícones da literatura feminista latino-americana da primeira metade do século XX. Publicado inicialmente em Paris, em 1924, o livro escandalizou alguns leitores venezuelanos e foi considerado por moralistas como "pérfido e perigosíssimo na mão das moças contemporâneas", como relatou a própria autora. Ana Teresa de la Parra Sanojo (Paris, 5 de outubro de 1889-Madrid, 23 de abril de 1936), mais conhecida como Teresa de la Parra , foi uma escritora venezuelana, e uma aristocrata. É considerada uma das escritoras mais destacadas da sua época. Apesar de que a grande parte da sua vida decorreu no estrangeiro, soube expressar na sua obra literária o ambiente íntimo e familiar da Venezuela desse então. Segundo Rose Anna Mueller, La Parra «descreveu a sua educação e as suas experiências em Venezuela num novo estilo livre do crioulo ou estilo pitoresco em voga na época». Excursionou no mundo das letras da mão do jornalismo, escreveu duas novelas que a imortalizarão em toda a América do Sul: Ifigenia e Memórias de Mamãe Branca. A sua novela mais conhecida Ifigenia, propôs pela primeira vez no país o drama da mulher em frente a uma sociedade que não lhe permitia ter voz própria e cuja única opção de vida, segundo a sociedade, era o casamento legalmente constituído. Por isso, o título de Ifigenia remete à personagem grega e ao sacrifício.
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