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Formação de uma Variedade Urbana e Semi-oralidade : O Caso do Recife, Brasil

معرفی کتاب «Formação de uma Variedade Urbana e Semi-oralidade : O Caso do Recife, Brasil» نوشتهٔ Pessoa, Marlos de Barros، منتشرشده توسط نشر Max Niemeyer Verlag در سال 2014. این کتاب در فرمت pdf، زبان pt ارائه شده است.

The study describes the urban variety of Brazilian that developed in Recife in the 19th century. It begins with a general periodization of the language history of Brazil, focussing especially on aspects such as urbanization, population migration, degree of literacy, and the relationship between oral and literary. The main body of the work is devoted to the analysis of a corpus of 'small ads' in newspapers examined specifically particularly for what they have to tell us about 'semi-orality' as a product of the pulls and tensions obtaining between oral and written language. O objetivo do trabalho é descrever a formação de uma variedade urbana brasileira no séc. XIX. Para se chegar a isso, apresenta-se uma periodização para a história social do português no Brasil, de onde se destaca o caso do Recife. Em seguida, investigam-se vários aspectos da sociedade brasileira e, em particular, do Recife, notadamente os processos de urbanização, de migração e o conjunto da complexidade social, com especial atenção nas práticas do oral e do escrito: a extensão do uso da escrita, as tradições orais, a leitura em voz alta, o grao de analfabetismo. As reconstruções dos usos com base em depoimentos de personalidades da época confrontadas com a situação de hoje evidenciaram o processo de constituição de uma variedade urbana atual. Na parte central do trabalho, investigam-se textos publicados em jornais do Recife entre 1829 e 1850, os quais podem ser descritos como 'semi-orais', aplicando a terminologia de Brigitte Schlieben-Lange. Dessa forma, o trabalho trata de um tema inédito no Brasil - a formação de variedades urbanas - e abre um campo vasto para a investigação da história da língua portuguesa. Ao mesmo tempo, aplica-se pela primeira vez a terminologia e a metodologia desenvolvida na lingüistica alemã, em particular as concepções da grande romanista Brigitte Schlieben-Lange, para descrever uma situação lingüistica brasileira. 1 Introdução 13 2 O Desenvolvimento Histórico do Português Brasileiro: elementos para urna história externa 27 2.1 Introdução 27 2.2 História externa e periodização histórica do português brasileiro 28 2.2.1 Períodos do desenvolvimento lingüístico 30 2.2.2 As fases segundo Silva Neto 32 2.2.3 Da formação das variedades rurais à elaboração da língua literária 34 2.3 Primeira fase: divisão do país em capitanias hereditárias e formação das variedades lingüísticas rurais 47 2.3.1 Contexto histórico 47 2.3.2 Multilingüismo e formação de variedades regionais 48 2.3.3 As línguas gerais indígenas: vida e decadência 51 2.3.4 As línguas africanas 54 2 .3.5 O pidgin da Costa da África 55 2.3.6 Línguas gerais africanas 56 2.3.7 As variedades lingüísticas regionais dos colonizadores 56 2.3.8 A formação das variedades rurais do português brasileiro 58 2.4 Segunda fase (I): descoberta do ouro nas Minas Gerais e modernização do Estado português. Pré-koineização da língua comum 60 2.4.1 Contexto histórico 60 2.4.2 Condições para a pré-koineização de variedades lingüísticas 61 2.4.3 Elementos de fermentação do português comum brasileiro 62 2.5 Segunda fase (II): Urbanização da sociedade brasileira. Formação das variedades urbanas e da lingua comum 71 2.5.1 Contexto histórico 71 2.5.2 O desenvolvimento de centras urbanos e a criação da imprensa. Elementos para a formação das variedades urbanas e do português comum brasileiro 73 2.5.3 Imprensa e formação de variedades urbanas 74 2.6 Segunda fase (III): Firn do tráfico de escravos. Estabilização das variedades urbanas e da língua comum 75 2.6.1 Contexto histórico 75 2.6.2 Estabilização das variedades urbanas e da língua comum 79 2.6.3 Mudança geracional das elites e estabilização da língua comum 80 2.6.4 O português falado pelo escravo 81 2.6.5 O ensino do português ao escravo 83 2.6.6 Quai foi o fim das línguas africanas no Brasil? 83 2.7 Terceira fase: Fim do predomínio das oligarquias e surto industrial. Elaboração da lingua literária 86 2.7.1 Contexto histórico 86 2.7.2 Classe média e urna nova oralidade urbana 87 2.7.3 A formação da lingua literária 88 3 A Formação de urna Variedade Urbana na Cidade do Recife 93 3.1 Introdução 93 3.2 O extralingüístico 94 3.2.1 A constituição do Recife como centro urbano 94 3.2.2 A urbanização da vida social recifense 104 3.3 O extralingüístico e o lingüístico 115 3.3.1 Migração e contato lingüístico 115 3.3.2 Formação étnico-social e caracterização lingüística 118 3.4 O lingüístico 122 3.4.1 Características gerais da emergência de variedades urbanas 122 3.4.2 A reconstituição das variedades lingüísticas antes de 1850 123 3.4.3 Atitudes lingüísticas e reconstrução de VOE 131 3.4.4 A formação de uma variedade urbana na cidade do Recife 138 4 Entre Oralidade e Escrita: a semi-oralidade brasileira na primeira metade do século XIX 165 4.1 Introdução 165 4.2 A oralidade: sua importância para as tradições lingüísticas gerais 166 4.2.1 O analfabetismo brasileiro nos tempos coloniais 167 4.2.2 Uma retrospectiva histórica 168 4.3 A tradição oral brasileira: a literatura oral 174 4.4 A oralidade urbana: o desenvolvimento da conversação 177 4.4.1 Urbanização da vida social e conversação 178 4.4.2 A conversação na família, na rua e nos salões 181 4.5 A constituição da língua escrita 190 4.5.1 Oralidade, jomalismo e literatura 190 4.5.2 A língua do jornal 192 4.5.3 A língua da literatura 194 4.6 A semi-oralidade 196 4.6.1 Contextos onde é significativa a noção de semi-oralidade 200 4.6.2 Diferenças constitutivas entre oralidade e escrita 202 4.6.3 A natureza da concepção nas duas modalidades 205 4.6.4 Proximidade e distância comunicativas - agregação/integração 205 4.6.5 As passagens 206 4.6.6 Leitura em voz alta e protocolo: uma perspectiva histórica 214 4.6.7 A semi-oralidade brasileira no século XIX 215 4.6.8 A semi-oralidade na politica e na advocacia 227 4.6.9 Passagem concepcional do escrito para o oral. O romance romântico 227 4.6.10 A passagem do oral para o escrito: oralidade concepcional 230 5 A Semi-oralidade em Textos: uma análise de jornais recifenses do período 233 5.1 Introdução 233 5.2 Análise do corpus 234 5.2.1 Caracterização do corpus 234 5.2.2 Aspectos processuais do oral concepcional 237 5.3 Traços semi-orais nos níveis de análise lingüística 242 5.3.1 O pragmático 242 5.3.2 O textual 247 5.3.3 O morfossemântico 270 5.3.4 O sintático 277 5.4. Da fiala à língua: características específicas do português brasileiro 284 5.4.1 Apagamento do pronome objeto anafórico 285 5.4.2 Anteposição dos clíticos ao verbo 286 5.4.3 Apagamento do artigo definido antes do pronome possessivo 287 5.4.4 Voz passiva 288 5.4.5 Uso impessoal do verbo «ter» («ter» com o sentido de «haver») 290 5.4.6 Preenchimento da função sujeito 290 6 Conclusão 293 7 Anexos 299 7.1 Jornal O Cruzeiro, ano de 1829 299 7.2 Jornal A Quotidiana Fidedigna, ano de 1835 309 7.3 Jornal O Commercial, ano de 1850 318 8 Bibliografia 327 Die im Jahre 1905 von Gustav Gröber ins Leben gerufene Reihe der Beihefte zur Zeitschrift für romanische Philologie zählt zu den renommiertesten Fachpublikationen der Romanistik. Die Beihefte pflegen ein gesamtromanisches Profil, das neben den Nationalsprachen auch die weniger im Fokus stehenden romanischen Sprachen mit einschließt. Zur Begutachtung können eingereicht werden: Monographien und Sammelbände zur Sprachwissenschaft in ihrer ganzen Breite, zur mediävistischen Literaturwissenschaft und zur Editionsphilologie. Mögliche Publikationssprachen sind Französisch, Spanisch, Portugiesisch, Italienisch und Rumänisch sowie Deutsch und Englisch. Sammelbände sollten thematisch und sprachlich in sich möglichst einheitlich gehalten sein. The book series Beihefte zur Zeitschrift für romanische Philologie, founded by Gustav Gröber in 1905, is among the most renowned publications in Romance Studies. It covers the entire field of Romance linguistics, including the national languages as well as the lesser studied Romance languages. The editors welcome submissions of high-quality monographs and collected volumes on all areas of linguistic research, on medieval literature and on textual criticism. The publication languages of the series are French, Spanish, Portuguese, Italian and Romanian as well as German and English. Each collected volume should be as uniform as possible in its contents and in the choice of languages.
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