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Estranhas Catedrais: As Empreiteiras Brasileiras E A Ditadura Civil-militar, 1964-19884

معرفی کتاب «Estranhas Catedrais: As Empreiteiras Brasileiras E A Ditadura Civil-militar, 1964-19884» نوشتهٔ Pedro Henrique Pedreira Campos، منتشرشده توسط نشر Editora da UFF; Eduff در سال 2013. این کتاب در فرمت pdf، زبان pt ارائه شده است.

Um histórico sobre os "gigantes que nunca dormiram" é a inspiração e fio condutor de "Estranhas Catedrais", de Pedro Henrique Pedreira Campos. A análise crítica identifica na ditadura civil-militar brasileira do período 1964-1988 a origem da inserção, contaminação e subordinação do tecido orgânico do Estado aos interesses do segmento dos empreiteiros. O livro foi vencedor do Prêmio Jabuti 2015, na categoria "Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer". Em foco, o crescimento e consolidação das principais empresas do setor de construção pesada no Brasil, numa articulação que, segundo o autor, propiciou o desenvolvimento expressivo, a modernização capitalista e a internacionalização das "gigantes do setor". Ao demonstrar as injunções políticas, estratégias e práticas que permeiam as relações da iniciativa privada e poder público e sua legitimação por "intelectuais orgânicos", a publicação constata e fornece elementos de compreensão acerca de "Estado, Poder e Classes Sociais no Brasil", conforme sugere o prefácio, assinado pela historiadora Virgínia Fontes. CAPA Sumário Lista de gráficos e imagens Lista de quadros e tabelas Lista de siglas e abreviaturas Estado, poder e classes sociais no Brasil – Novas e sólidas tradições de pesquisa Introdução Capítulo 1 - A indústria de construção pesada brasileira em perspectiva histórica A formação histórica da indústria da construção pesada no Brasil Um primeiro modelo Modificando o modelo O aperfeiçoamento do modelo Quem é quem na construção pesada no Brasil As empresas estrangeiras As primeiras empresas brasileiras “O empreiteiro fluminense é antes de tudo um pária” “Todos querem ser Camargo Corrêa” – As empreiteiras paulistas “As mineiras estão em todas” Os Odebrecht e outras famílias de empreiteiros do Nordeste e Norte A empresa de Cecílio Rego de Almeida e outras sulinas As empresas de engenharia relacionadas à indústria da construção pesada O desenvolvimento do setor da construção pesada ao longo da ditadura Concentração e centralização de capital na construção pesada durante a ditadura Ramificação e diversificação dos investimentos das construtoras Capítulo 2 - As formas organizativas das empreiteiras brasileiras na sociedade civil As associações de engenharia O Clube de Engenharia do Rio de Janeiro O Instituto de Engenharia de São Paulo As associações regionais da indústria da construção pesada A Associação da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro (AICC) A Associação Paulista dos Empreiteiros de Obras Públicas (Apeop) O Sindicato de Construção Pesada do Estado de São Paulo (Sinicesp) O Sindicato da Construção Pesada do Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG) A Associação de Empreiteiros do Estado do Rio de Janeiro (Aeerj) As associações nacionais da indústria da construção pesada A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) A Associação Brasileira dos Empreiteiros de Obras Públicas (Abeop) O Sindicato Nacional da Construção Pesada (Sinicon) A Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi) Eventos nacionais promovidos pelos empreiteiros Outras formas associativas relacionadas à construção pesada “Rodoviarismo” e “ferroviarismo” e suas entidades representativas Aparelhos de empreiteiras especializadas Outras associações correlatas à construção pesada Empreiteiros, suas organizações e outras formas associativas do empresariado Empreiteiros e entidades empresariais nacionais Empreiteiros e entidades internacionais Capítulo 3 - A atuação dos aparelhos privados da construção junto ao Estado e à sociedade Empreiteiros e ideologia Empreiteiros, imprensa e outros veículos de comunicação As publicações “técnicas” da indústria da construção pesada Empreiteiros e grande imprensa Campanhas e mobilizações das construtoras e seus aparelhos privados A campanha em “defesa da engenharia brasileira” Campanhas dos empreiteiros no contexto da estagnação e transição política Conexões empresariais, militares e políticas dos empreiteiros de obras públicas Conexões empresariais dos empreiteiros Conexões partidárias e parlamentares dos empreiteiros Conexões militares dos empreiteiros A trajetória dos principais intelectuais orgânicos e representantes do setor Haroldo Poland, os empreiteiros e o golpe de 1964 Andreazza e Eliseu, representantes máximos dos empreiteiros na ditadura Um intelectual orgânico dos grandes empreiteiros, Celestino Rodrigues Horácio Ortiz, Andrade Ponte e os pequenos empreiteiros Lafayette Prado e os empresários-engenheiros “cosmopolitas” Sandra Cavalcanti e o setor da construção habitacional Delfim Netto e a burguesia industrial paulista Capítulo 4 - O Estado ditatorial e as políticas públicas para o setor da construção Os empreiteiros e a conquista do Estado – Os empresários da construção pesada e as agências estatais Os empreiteiros e o golpe civil de 1964 O setor de transportes O setor de energia O setor de saneamento e habitação Outras agências do aparelho de Estado Estados e municípios Empreiteiros e políticas públicas na ditadura O Ipes no poder – Capital associado e políticas restricionistas (1964-1967) O delfinato – A ditadura da burguesia industrial paulista (1967-1974) Último ciclo de industrialização na ditadura e fratura do pacto político (1974-1979) Quebra no pacto político e crise aberta de hegemonia (1979-1985/1988) “Morreu na contramão atrapalhando o tráfego” – Empreiteiros e políticas para os trabalhadores Condições de trabalho e organização dos operários na construção pesada Acidentes de trabalho e culpabilização dos operários Greves, revoltas e quebra-quebras nos canteiros de obras “Estranhas catedrais” – Os grandes projetos de engenharia da ditadura Os metropolitanos urbanos de São Paulo e do Rio de Janeiro “Caía a tarde como um viaduto” – As pontes e elevados da ditadura “O chefe dos parintintins” – A Transamazônica e outras rodovias na selva “Puseram uma usina no mar” – As centrais nucleares brasileiras Superprojetos militares – Portos e aeroportos da ditadura “O sertão vai virar mar” – Itaipu e as grandes usinas hidrelétricas A ferrovia dos mil dias e outras estradas de ferro do regime ditatorial “Eu acho bauxita por lá” – O projeto mineral grande Carajás Sob a ditadura do BNH – Projetos de habitação e saneamento “Tenebrosas transações” – Empreiteiros e denúncias de corrupção na ditadura Irregularidades em obras públicas e maximização das taxas de lucro Irregularidades envolvendo obras públicas e divisão da mais-valia Irregularidades envolvendo competição empresarial e práticas monopolistas Conclusão Empreiteiros e ditadura “Vai passar”? Fontes e bibliografia 1. Fontes primárias 1.1. Livros e publicações de associações, sindicatos e órgãos governamentais 1.2. Periódicos 1.3. Obras de referência 1.4. Memórias e similares 1.5. Entrevistas, pronunciamentos e fontes orais 1.6. Obras do período 1.7. Documentos oficiais 1.8. Endereços eletrônicos 1.9. Filmes 2. Fontes secundárias 2.1. Livros Estranhas catedrais - Trazer frente da cena os empreiteiros das grandes obras da construo civil, e apresent-los imersos nessa intrincada teia de entidades associativas, o enorme mrito deste livro. Mais ainda, traz-los quando se imbricam de maneira ostensiva com o Estado resultante do ps-1964 mais uma demonstrao cabal e irrefutvel do perfil empresarial-militar daquela ditadura. Muito de nossa histria recente, inclusive a constituio de grandes multinacionais brasileiras, encontra suas razes naquele perodo sombrio. Este , portanto, um livro polmico e corajoso. Deixemos ao leitor, que desbravar essa histria conduzido pela mo firme de Pedro H. P. Campos, a comprovao do que assinalamos anteriormente.
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