Educação musical antes e depois de Villa-Lobos e os registros sonoros de uma época
معرفی کتاب «Educação musical antes e depois de Villa-Lobos e os registros sonoros de uma época» نوشتهٔ Renato de Sousa Porto Gilioli، منتشرشده توسط نشر Programa Nacional de Apoio à Pesquisa (Biblioteca Nacional) در سال 2009. این کتاب در فرمت pdf، زبان pt ارائه شده است.
"A proposta desta obra é, portanto, ampliar a compreensão do orfeonismo no Brasil para além da análise dos manuais didáticos e das legislações a respeito, mas sem deixar de utilizar essas fontes de pesquisa para a devida contextualização desse movimento desde o século XIX. Por fim, considerando o debate atual sobre educação musical, também serão feitas considerações de caráter geral sobre as características das práticas de educação musical posteriores a 1971, oferecendo um panorama necessário para fundamentar a compreensão do debate e das perspectivas para a educação musical na atualidade. Nesse sentido, o acervo sonoro da Biblioteca que abriga repertório orfeônico é capaz de suscitar um manancial de reflexões, pois com ele passa-se de uma reflexão que se situa no campo dos projetos, das intenções e das ideologias para o das efetivas realizações práticas e suas repercussões simbólicas e teóricas até o presente." Renato de Sousa Porto Gilioli* 1.3 Afinando a audição e ensinando estética 2.7 Os orfeões espanhóis 2.8 O orfeonismo nos EUA, em outros países europeus e desdobramentos 1.3 Afinando a audição e ensinando estética A primeira audição pública realizou-se no Hotel-de-Ville, na antiga Sala São João, em 1836. Sala repleta, achando-se presentes representantes oficiais, da ciência e da arte. Entre outras coisas, o coro executou um trecho de Mozart e um solfejo a quatro vozes. Já em 1839, o orphéon conseguia agremiar 4.000 crianças e 1.200 adultos. 2.6 Os glees e o tonic-solfa na Inglaterra 2.7 Os orfeões espanhóis 2.8 O orfeonismo nos EUA, em outros países europeus e desdobramentos 3.2 Antecedentes do canto orfeônico no Brasil até c. 1910 3.3 O Conservatório Dramático e Musical: ambiente de fermentação para o canto orfeônico e a posição de Villa-Lobos 3.5 O orfeonismo no Brasil: de fins da primeira década do século XX a 1930 4.1 Piracicaba e os irmãos Lozano 4.3 O Orfeão Piracicabano: apresentações em 1928-29 e gravações dos discos 4.5 Manuais didáticos de canto orfeônico: base para a prática vocal Hinário brasileiro foi uma coletânea de hinos e canções patrióticas publicada em 1922, ano do centenário da Independência. Organizado por João Gomes Jr. e João Baptista Julião, nele, aparecem 16 músicas, 13 das quais com a palavra “hino” no título. Tratava-se de um esforço de estabelecer um panteão oficial dos símbolos musicais da nação. Não há nenhum prefácio e, após o índice, aparece um quadro com retratos dos “compositores dos nossos hinos”: Francisco Manuel da Silva (uma espécie de patrono), D. Pedro I e Marcos Portugal, Carlos Gomes, Leopoldo Miguez (autor que venceu o concurso para o novo Hino Nacional previsto para a República, mas que por contrvérsias e desentendimentos permaneceu como Hino da Proclamação da República), Francisco Braga, Antonio Carlos Jr. e Carlos de Campos, além dos próprios João Gomes Jr., João Baptista Julião. Honorato Faustino teve, dentre várias de suas produções, o método Cantos escolares para orfeão publicado em 1928-29 (um volume em cada ano), quando foi comissionado para ocupar a direção da Escola Normal de São Paulo, função na qual permaneceu até se aposentar em 1930. As letras e canções do método de 1928 caracterizavam-se por certa simplicidade e observa-se a inexistência de prefácio contendo orientações pedagógicas, defesas nacionalistas ou quaisquer considerações teóricas. Já no manual de 1929, Honorato mudou seu procedimento de escrita, tendo redigido um prefácio detalhado, indicando sua experiência pedagógica e listando conhecimentos teóricos necessários para a disciplina, além de defender as metodologias renovadas e o nacionalismo. Além de sugerir o momento certo para introduzir as músicas de seu manual nos ensaios dos orfeões escolares, o autor aponta o grave problema da evasão escolar que, entre outras coisas, dificultava o trabalho de “civilização” dos costumes, de cultivo do civismo e de desenvolvimento cultural a ser realizado pela música. Indicava, também, o procedimento metodológico para os ensaios orfeônicos nas classes: ensaiar cada registro de voz em classes separadas, primeiro apenas solfejando e, a m seguir, introduzindo a letra, para depois se reunirem os dois registros vocais euma mesma sala num ensaio conjunto. O mesmo procedimento se realizaria com três ou quatro vozes. Ensaiadas as músicas, caberia aperfeiçoar a expressão artística da interpretação. Ou seja, sua intenção era organizar conjuntos tal como o Orfeão Piracicabano. Com Villa-Lobos, o movimento orfeônico alcançou o seu ápice durante três décadas. Se na Era Vargas (1930-45) e, em particular no Estado Novo (1937-45), o canto tornou-se uma das ferramentas do aparato de propaganda do Estado, ele não concebido e implementado pelo regime varguista, mas por dinâmicas culturais e institucionais da Primeira República, que foram apenas continuadas e ampliadas. A questão do orfeonismo transcende a uma mera conexão político-ideológica − embora esta não possa ser negada − mecânica com o período ditatorial de Vargas a tal ponto que após a redemocratização e o re-arranjo constitucional de 1946, o movimento orfeônico continuou tendo importância nas escolas e não mudou seus conceitos, parâmetros, valores, objetivos e métodos. 5.2 O problema da qualidade vocal REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GRUPO Educacional Bom Jesus Canarinhos – Canarinhos de Petrópolis. Disponível em: http://wikimapia.org/11615848/pt/Grupo-Educacional-Bom-Jesus-Canarinhos-Canarinhos-de-Petr%C3%B3polis. Acesso em: 27 mar. 2009.
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