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Economia solidária: direito ao desenvolvimento e políticas públicas

معرفی کتاب «Economia solidária: direito ao desenvolvimento e políticas públicas» نوشتهٔ Yduan de Oliveira May, Ingrid Brandão Sartor Dario, Angélica Pereira Possamai، منتشرشده توسط نشر Editora Multideia در سال 2019. این کتاب در فرمت pdf، زبان pt ارائه شده است.

O direito ao desenvolvimento foi alçado à condição de direito humano em acordos internacionais intermediados pelas Nações Unidas. É fruto de um processo de reconhecimento levado a efeito pelos países do “Terceiro Mundo”, no sentido de conclamar a cooperação internacional a fim de se promover a igualdade de oportunidades e garantir a liberdade dos povos, seja no seu aspecto social, político ou econômico. Não obstante os acordos internacionais serem repletos de boas intenções, a exclusão social decorrente da desigualdade provocada pelo processo de globalização vem atingindo níveis de desigualdades significativas no cenário mundial, sobretudo nos países periféricos e semiperiféricos. Aliada à gradativa diminuição das intervenções do Estado, vem provocando debates para se buscar alternativas voltadas ao apaziguamento desses efeitos. É nesse cenário que a lógica proposta pela economia solidária passou a ganhar destaque, porquanto centrar-se no propósito do bem-viver e na melhoria das condições de vida, constituindo-se em importante instrumento em prol da efetividade do direito humano ao desenvolvimento. O direito ao desenvolvimento assumiu contornos específicos na América Latina, notadamente a partir da Constituição do Equador, em que a economia social e solidária tornou-se um dos instrumentos para efetivação do Buen Vivir. A associação de pessoas voltada ao trabalho cooperado autogestionário e fulcrada na divisão das sobras passou a constituir uma das formas alternativas de trabalho autossustentável, priorizando os recursos e as potencialidades locais, sem desmerecer o respeito à natureza e à origem do seu povo. Em razão da importância do tema para a efetivação do direito ao desenvolvimento, dedicou-se um capítulo exclusivo à implementação da economia social e solidária na América Latina, especificamente no Equador, bem como à forma que o Buen Vivir poderá assumir ao se adotar o cooperativismo autogestionário para o fomento da economia e da qualidade de vida local. No Brasil, o movimento de economia solidária surgiu em decorrência das iniciativas de movimentos sociais em meio às políticas liberais que atravessaram a economia na sociedade capitalista, evidenciadas após a década de 1970. A forma autogestionária, baseada na solidariedade e no cooperativismo, mostrou-se alternativa ao crescente índice de desemprego. Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, destacou-se os princípios relacionados à dignidade da pessoa humana, dentre os quais o direito ao desenvolvimento, visando ao combate à pobreza e à redução das desigualdades sociais. Igualmente, trouxe como objetivo principal do país a construção de uma sociedade livre, justa e solidária. Dessa forma, o Estado, em reconhecimento à força do movimento social de economia solidária e aos preceitos constitucionais, iniciou a formulação de uma série de políticas públicas voltadas à economia solidária, evidenciando o caráter democrático que deverá nortear a formulação, execução e acompanhamento das políticas públicas de ordem estrutural. Introdução 8 1. Direito ao desenvolvimento 10 1.1 O que é o direito ao desenvolvimento? 11 1.2 Sociedade neoliberal e a exclusão social decorrente 17 1.3 Economia solidária 21 1.4 Economia solidária e a promoção do direito ao desenvolvi- mento 25 2. Cooperativismo, economia solidária e Buen Vivir 33 2.1 O exemplo do Equador 33 2.2 Cooperativismo como instrumento 43 3. Políticas públicas 51 3.1 O que é política pública? 51 3.2 Políticas públicas para economia solidária 59 Conclusão 70 Referências 72
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