Dicionário do latim essencial
معرفی کتاب «Dicionário do latim essencial» نوشتهٔ Jonathan Helmus، Dr. Gerald Auger، Jaclyn “Jax” Scott، Kim Nguyen، Heath "The Cyber Mentor" Adams و Antônio Martinez de Rezende; Sandra Braga Bianchet، منتشرشده توسط نشر Autêntica Clássica در سال 2014. این کتاب در فرمت mobi، زبان pt ارائه شده است.
Para o meu filho Rafael, que me ensina a traduzir dos sentidos os sentimentos, muito além de todas as palavras de todas as línguas. Antônio Para Leo, Sisi, Lulu, Bia e Marcelo, eternos amores. Para meu pai e minha mãe, eternos amigos. Sandra ## A Coleção Clássica A Coleção Clássica tem como objetivo publicar textos de literatura -em prosa e verso -e ensaios que, pela qualidade da escrita, aliada à importância do conteúdo, tornaram-se referência para determinado tema ou época. Assim, o conhecimento desses textos é considerado essencial para a compreensão de um momento da história e, ao mesmo tempo, a leitura é garantia de prazer. O leitor fica em dúvida se lê (ou relê) o livro porque precisa ou se precisa porque ele é prazeroso. Ou seja, o texto tornou-se "clássico". Vários textos "clássicos" são conhecidos como uma referência, mas o acesso a eles nem sempre é fácil, pois muitos estão com suas edições esgotadas ou são inéditos no Brasil. Alguns desses textos comporão esta coleção da Autêntica Editora: livros gregos e latinos, mas também textos escritos em português, castelhano, francês, alemão, inglês e outros idiomas. As novas traduções da Coleção Clássica -assim como introduções, notas e comentários -são encomendadas a especialistas no autor ou no tema do livro. Algumas traduções antigas, de qualidade notável, serão reeditadas, com aparato crítico atual. No caso de traduções em verso, a maior parte dos textos será publicada em versão bilíngue, o original espelhado com a tradução. Não se trata de edições "acadêmicas", embora vários de nossos colaboradores sejam professores universitários. Os livros são destinados aos leitores atentos -aqueles que sabem que a fruição de um texto demanda prazeroso esforço -, que desejam ou precisam de um texto clássico em edição acessível, bem cuidada, confiável. Nosso propósito é publicar livros dedicados ao "desocupado leitor". Não aquele que nada faz (esse nada realiza), mas ao que, em meio a mil projetos de vida, sente a necessidade de buscar o ócio produtivo ou a produção ociosa que é a leitura, o diálogo infinito. Oséias Silas Ferraz [coordenador da coleção] ## Introdução Assim como a arte dos mosaicos, habilidade que os romanos elevaram ao grau supremo de sofisticação, a composição do texto literário latino se revela um intrincado complexo e refinado arranjo de elementos e de formas. A compreensão do texto passa, necessariamente, também pelo domínio das possibilidades de organização dos elementos, a que poderemos chamar simplesmente de palavras, veiculados num amplo espectro de formas. O dicionário latino como ferramenta especializada, auxiliar no acesso ao texto, exige daquele que o consulta domínio prévio dos sistemas, processos e conjuntos das formas sob as quais as palavras podem-se apresentar. Por outro lado, isso impõe aos que elaboram um dicionário o estabelecimento de convenções que, explicitadas e entendidas, podem minimizar as dificuldades de utilização. Analisemos a seguinte situação: Dada a frase -VETERIORES DISCIPVLI DE ROMANORVM IMPERATORVM AVCTORITATE SCRIPSERVNT (os alunos mais velhos escreveram sobre a autoridade dos generais romanos) -como chegar ao enunciado de cada uma das palavras, que assim se registra no dicionário? Como se vê, um longo, às vezes tortuoso, percurso se faz entre o texto e o dicionário, a começar pelo próprio alfabeto. Os latinos não conheciam os grafemas j e v, por isso usavam em todas as circunstâncias i e u. É preciso observar, no entanto, que as maiúsculas de i e u eram, respectivamente, I e V. Os quadros que se seguem poderão servir de roteiro para localização dos nomes (adjetivos e substantivos) e verbos, já que perfazem a maioria dos verbetes e neles se concentra a maior complexidade de formas. ## Nomes substantivos e adjetivos O tratamento dos nomes a) substantivos No quadro anterior os substantivos distribuem-se por 5 grupos, a que chamamos temas. Cada grupo temático se especifica em dois números (singular e plural), até três gêneros (masculino, feminino e neutro) e seis casos (nominativo, vocativo, acusativo, genitivo, dativo e ablativo). Como estabelecer os agrupamentos temáticos? No dicionário, os substantivos estão enunciados em nominativo e genitivo, já que do confronto destes dois casos é possível determinar o grupo temático, tal como se observa: A determinação do grupo temático deve ser a primeira preocupação daquele que busca uma palavra no dicionário, por exemplo: 1) uetus termina exatamente como discipŭlus em nominativo singular, mas o genitivo singular uetĕris vai situar esta palavra no tema em i/consoante; a oposição discipŭlus X discipŭli mostrará que esta é uma palavra de tema em O. 2) romanorum e imperatorum poderiam parecer do mesmo grupo, já que ambas terminam em -orum, no entanto, a análise criteriosa evidenciará que imperatorum é um genitivo plural (imperator-um) do grupo i/consoante, se considerarmos que sua enunciação é imperator, imperatoris. Romanorum, embora esteja também no caso genitivo plural (roman-orum) pertence ao tema em O, pois faz nominativo singular romanus e genitivo singular romani. O exame atento do quadro mostra que há numerosas coincidências de forma, no entanto, referem-se a grupos temáticos diferentes ou remetem a casos morfossintáticos diferentes. A oposição nominativo X genitivo no grupo i/consoante é a mais complexa, a começar pelo fato de que estão reunidas em um só conjunto palavras de tema em I e palavras de tema em consoante. Além disso, há no grupo palavras cujo nominativo singular é exatamente idêntico ao genitivo singular, como em ciuis, ciuis, outras completamente diferentes, como iter, itinĕris. Esta é a razão de havermos colocado um ponto de interrogação em lugar de formas do nominativo singular no quadro acima. Adotamos, no entanto, a seguinte convenção como estratégia de identificação das palavras que apresentam mais acentuadas diferenças formais: O GENITIVO SINGULAR, EM SUA FORMA PLENA, ESTÁ REGISTRADO NO DICIONÁRIO COM REMISSÃO AO NOMINATIVO. Exemplos: 1) no texto aparece operĭbus (dativo ou ablativo plural: operĭbus) -deve-se substituir -ĭbus por -is (desinência do genitivo singular opĕr-is) e recorrer ao dicionário, que registrará: opĕris, ver opus. 2) Crudelitatem -acusativo singular (crudelitat-em): formar crudelitatis (crudelitat-is); no dicionário se verificará: crudelitatis, ver crudelĭtas. ## b) adjetivos Podem ser divididos em dois grandes blocos: I -adjetivos dos temas em o/a: São enunciados em nominativo singular, com as terminações -us ou -er (para masculino, seguem os nomes de tema em o); -a (para feminino, seguem os nomes de tema em a); -um (para o neutro, seguem os nomes de tema em o): altus,-a,-um; intĕger,-gra,-grum. II -adjetivos dos temas em i/consoante: 1. são enunciados em nominativo singular, com as terminações -er (para o masculino), -is (para o feminino), -e (para o neutro): celĕber, celĕbris, celĕbre; celer, celĕris, celĕre. 2. são enunciados em nominativo singular, com as terminações -is (para masculino e feminino), -e (para neutro): caelestis, caeleste; facĭlis, facĭle. 3. são enunciados em nominativo, extensivo aos três gêneros, e genitivo singular, como se fossem substantivos: capax, capacis; felix, felicis; prudens, prudentis. ## O tratamento dos verbos O sistema verbal latino é resultado de um dos mais finamente elaborados processos de formação de palavras, em que estão conjugados, em três segmentos, de maneira harmônica, valores semânticos e elementos formais. A complexidade desse sistema pode ser exemplificada através das formas scripsĕrant, (mais-que-perfeito do indicativo, terceira pessoa do plural, voz ativa) e legĕrer (imperfeito subjuntivo passivo, primeira pessoa do singular) em que podemos destacar a combinação dos elementos gramaticais, a saber: a) scrips-é o chamado tema de perfectum, que veicula o sentido básico do processo, acrescido da informação de que se trata de um fato já concluído. b) -ĕra-é o sufixo modo-temporal que indica um evento real (modo indicativo) ocorrido num passado remoto (mais que perfeito). c) -nt é a desinência número-pessoal, que remete à "pessoa" do sujeito gramatical (terceira), identificando neste o número (plural) e, secundariamente, a voz (ativa). d) Leg-é o chamado tema de infectum, que veicula o sentido básico do processo, acrescido da informação de que se trata de um fato não concluído. e) -(ĕ)re-é o sufixo modo-temporal que indica um evento não real (que o situa no plano do possível, do provável, do hipotético, do desejado), numa perspectiva de passado (imperfeito do subjuntivo). f) -r é adesinência número-pessoal de primeira pessoa do singular da voz passiva. Como se pode observar dos quadros abaixo, dois dos três elementos da composição de uma forma verbal finita estão aí listados: os sufixos modotemporais e as desinências número-pessoais, o que significa dizer que a busca no dicionário deve ser posterior à identificação da forma no texto. Observação: Os encontros entre temas, sufixos e desinências podem demandar, no subsistema do infectum, vogais ou de ligação ou eufônicas. Geralmente essas vogais se apresentam sob a forma de -ĭ-, -ĕ-e ŭ. Exemplos: 1) legĭmus = tema de infectum leg-+ vogal de ligação -ĭ-+ desinência de pessoa -mus. 2) tribuĭtis = tema de infectum tribu-+ vogal eufônica -ĭ-+ desinência de pessoa -tis. 3) dicĕris = tema de infectum dic-+ vogal de ligação -ĕ-\* + desinência de pessoa -ris. \* todo -ĭ-antes de -r-passa a -ĕ-. ## Quando dos sufixos modo-temporais 1 -BO-emprega-se para a primeira pessoa do singular, -BV-para a terceira pessoa do plural, -BĬ-para as demais pessoas ## Sistema verbal -desinências númeropessoais O verbo é registrado no dicionário através das seguintes formas: a) primeira pessoa do singular do presente do indicativo: laudo, augĕo, audĭo, ago; b) segunda pessoa do singular do presente do indicativo:as(laudas), -es(auges), -is(audis), -is(agis); c) infinitivo presente: -are(laudare), -ere(augere),ire(audire), -ĕre(agĕre); d) primeira pessoa do singular do pretérito perfeito\*:aui(laudaui), auxi, -iui(audiui), egi. e) Supino\*: -atum(laudatum), auctum, -itum(auditum), actum. \* Às vezes a forma plena, às vezes somente a terminação. A enunciação do verbo através das cinco formas permite: 1. Identificação da conjugação: para isso basta confrontar a segunda pessoa e o infinitivo: -as/-are = primeira, -es/-ere = segunda, -is/-ire = quarta, -is/-ĕre = terceira conjugação. 2. Identificação dos temas de infectum, de acordo com dois agrupamentos: 2.1. Primeira, segunda e quarta conjugações: eliminar -re do infinitivo, ou -s de segunda pessoa: lauda-, auge-, audi-2.2. Terceira conjugação: eliminar desinência -o de primeira pessoa: ag-3. Identificação do tema de perfectum: -eliminar, em todas as conjugações, a desinência -i de primeira pessoa do singular do pretérito perfeito: laudau-, aux-, audiu-, eg-. 4. Formação do particípio passado, que, sendo um adjetivo em -us,-a,um, coincide, na forma do neutro, com o supino, sempre terminado em -um. Em linhas gerais, a localização de um verbo no dicionário requer os seguintes procedimentos: Exemplo 1: augerent -verificar que -nt é a desinência de terceira pessoa do plural, -re-, o sufixo modo-temporal que caracteriza o pretérito imperfeito do subjuntivo, logo auge-é o tema do infectum, pois o pretérito imperfeito do subjuntivo integra o sistema do infectum. Auge-o > augĕo é a forma de entrada do verbo no dicionário (presente do indicativo, primeira pessoa do singular = tema de infectum + desinência número-pessoal). Exemplo 2: auxissemus -trata-se de um mais-que-perfeito do subjuntivo, primeira pessoa do plural, considerando que -mus é a desinência, -isse-, o sufixo modo-temporal e aux-o tema de perfectum. Auxissemus pertence, portanto, ao sistema do perfectum. O dicionário registrará, no apêndice, a primeira pessoa do singular do pretérito perfeito (tema de perfectum + desinência), ao lado da primeira do singular do presente, quando houver significativas discrepâncias entre os temas de infectum e perfectum. Em resumo, as formas temporais se distribuem por dois sistemasinfectum e perfectum -que estão estruturados a partir de temas, os quais podem ser identificados no enunciado do verbo através do presente/infinitivo (infectum) e da primeira pessoa do pretérito perfeito do indicativo (perfectum). Observações: 1) Verbos Depoentes. Há no latim a categoria dos chamados "depoentes", verbos que, na forma, seguem a voz passiva, mas no seu aspecto semântico e, sobretudo na atuação sintática, comportam-se como se fossem da voz ativa. Seu registro no dicionário, obviamente, obedecerá à forma passiva. Nos textos, no entanto, encontram-se muitas vezes empregados como ativos verbos originalmente depoentes. O contrário também pode acontecer: verbos originalmente ativos empregados como depoentes. Na maioria destes casos, o dicionário registrará uma só forma. 2) É frequente a "omissão" das sequências -ui-. -ue-no interior de formas verbais, especialmente do perfectum, assim, encontramos amassem por amauissem ou laudarat por laudauĕrat. ## Situações Especiais Há um significativo número de palavras que, embora não estejam consignadas no dicionário, podem ser identificadas por associação ou pelo conhecimento dos mecanismos que levam à sua constituição. Alguns processos de formação de palavras: I -Substantivos 1) Muitos substantivos de tema em -u-(nominativo -us, genitivo -us) são formados com base no supino (a 5 a . forma do enunciado de um verbo), isso significa que, em princípio, para cada supino pode haver um substantivo correspondente. Assim é que vamos encontrar, por exemplo: cursus,-us,(m.). associado ao verbo curro; cantus,-us, (m.). associado ao verbo cano; luctus,-us, (m.). associado ao verbo lugĕo. Nem todos os substantivos dessa natureza encontram-se registrados no dicionário, mas podem facilmente ser associados aos verbos correspondentes, usando-se, por exemplo, da forma neutra do particípio passado (idêntico ao supino), cuja enunciação se faz no apêndice. 2) Os nomes de agente (pertencentes ao grupo temático i/consoante) se formam a partir de temas verbais (quase sempre coincidentes com o tema temporal de infectum) acrescidos dos sufixos -tor-, para masculino, e -tric-, para o feminino. ## II -Adjetivos O dicionário não registra os adjetivos no grau comparativo de superioridade e no superlativo, razão porque é importante conhecer os processos mais representativos dessas formações. a) O comparativo de superioridade segue o modelo dos nomes do grupo temático i/consoante, com a seguinte estrutura: radical do adjetivo + sufixos -ĭor (masculino e feminino), -ĭus (neutro) + desinências casuais: b) O superlativo ajusta-se ao modelo dos adjetivos em -us,-a,-um, na seguinte estrutura: radical do adjetivo + sufixo -issĭm-+ desinências casuais dos temas a/o. III -Advérbios O emprego de formas com valor adverbial é bastante variado em latim: a) existem as formas adverbiais, que poderíamos chamar "advérbios por natureza" (= formas originalmente adverbiais) e que se encontram listadas no dicionário; b) adjetivos no caso ablativo ou acusativo podem ser usados adverbialmente: multo, multum; foris, foras, etc; c) o nominativo/acusativo neutro singular dos adjetivos em grau comparativo de superioridade também é usado como advérbio: longĭus = mais/muito longamente: felicĭus = mais/muito felizmente; d) o processo mais produtivo de formação de advérbios constitui-se do acréscimo dos sufixos -e ou -ter a uma base adjetiva. 1 -adjetivos em -us,-a,-um (incluindo-se o superlativo) formam advérbios com o sufixo -e associado ao radical: 2 -adjetivos do grupo temático i/consoante formam advérbios com substituição do elemento -s do genitivo singular pelo sufixo -ter: Assim, formas adverbiais, que, por acaso, não estejam registradas no dicionário, podem ser, em sua grande maioria, localizadas por associação aos adjetivos de que são formadas. ## Dicionário do latim essencial A A = abreviatura de Aulus; de absoluo. a, abs. O mesmo que ab. ab. Prep./abl. De, desde, a partir de. Por, pelo, pela. abactus,-us, (m.). (ab-ago). Ação de desviar. Roubo, roubo de gado. abăcus,(m.). Ábaco, tábua de calcular. abalieno,-as,-are,-aui,-atum. (ab-alĭus). Desviar, afastar. Alienar, ceder, vender. abdicatĭo, abdicationis, (f.). (ab-dico). Renúncia. Abdicação. abdĭco,-as,-are,-aui,-atum. (ab-dico). Renunciar. Abdicar. abdico,-is,-ĕre,-dixi,-dictum. (ab-dico). Recusar. abdo,-is,-ĕre,-dĭdi,-dĭtum. (ab-do). Retirar, afastar. Encobrir, ocultar. abdomen, abdomĭnis, (n.). Ventre, abdômen. abduco,-is,-ĕre,-duxi,-ductum. (ab-duco). Afastar, fazer sair, separar. Levar à força. Abduzir. abĕo, abis, abire, abĭi, abĭtum. Ir embora, escapar, desaparecer. aberratĭo, aberrationis (f.). (ab-erro). Meio de se afastar. Distração, diversão. Aberração. aberro,-as,-are,-aui,-atum. (ab-erro). Errar longe, extraviar-se, andar sem rumo. Afastar-se. abhinc. Longe daqui. A partir de agora. abhorrĕo,-es,-ere,-horrŭi. (ab-horrĕo). Afastar-se com horror. Ser estranho a, rejeitar. abiecte. De maneira abjeta, de modo vil. abiectĭo, abiectionis, (f.). (ab-iacĭo). Recusa. Ação de deixar cair. abiectus,-a-um. (ab-iacĭo). Baixo, abjeto. Banal. Desanimado. abĭgo,-is,-ĕre, abegi, abactum. (ab-ago). Afastar com violência, empurrar. Fazer desaparecer, dissipar. abiicĭo,-is,-ĕre,-ieci,-iectum. (ab-iacĭo). Lançar longe, fora. Jogar abaixo, rebaixar, abandonar. abĭtus,-us, (m.). (ab-eo). Partida, afastamento. Passagem, saída. abiudĭco,-as,-are,-aui,-atum. (ab-iudĭco). Privar alguém de alguma coisa através de sentença. Rejeitar, recusar. Abjudicar. abiungo,-is,-ĕre,-iunxi,-iunctum. (ab-iungo). Tirar do jugo, desatrelar. Separar, apartar. ablegatĭo, ablegationis, (f.). (ab-lego,-as). Ação de afastar para algum lugar. Banimento, desterro, exílio. ablego,-as,-are,-aui,-atum. (ab-lego,-as). Afastar, mandar para longe. Exilar. ablŏco,-as,-are. (ab-loco). Alugar. abludo,-is,-ĕre. (ab-ludo). Estar em desacordo. Ser diferente. A ponte é a mesma, sob a qual passam diferentes águas: as margens se unem pela solidez de blocos, que revelam harmoniosa curvatura de arcos. A língua latina, uma colossal edificação da inteligência humana, constitui passagem obrigatória, um caminho largo, via de mão dupla por onde transitam, em muitas dimensões, o passado que se traz ao presente, o presente que se perpetua no passado. Muito além de meramente reconhecer e explicar que o português é uma das línguas descendentes diretamente do latim, está a certeza de que um texto escrito em latim, há dois mil anos ou mais, pode guardar um ilimitado universo à espera das muitas interpretações. Este dicionário é um dos meios auxiliares para aqueles que pretendem o acesso ao universo da língua latina. Ele recomenda, pelas suas definições, o pudor que reverencia, em cerimonioso recato, as sagradas instituições romanas, mas não deixa de recomendar também que se busque o deleite, o puro prazer de que a ingênua e efêmera natureza humana tanto necessita e que foi tão admiravelmente expresso pelos escritores latinos
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