A Superindústria do Imaginário
معرفی کتاب «A Superindústria do Imaginário» نوشتهٔ Miles Hudson و Eugênio Bucci، منتشرشده توسط نشر Autêntica Editora در سال 2021. این کتاب در فرمت pdf، زبان pt ارائه شده است.
A partir da segunda metade do século XX, o capitalismo entrou em acelerada mutação e o corpo da mercadoria perdeu lugar para a imagem da mercadoria, interpelando o sujeito pelo desejo, não mais pela necessidade. O valor de uso deu lugar ao valor de gozo. Assim, os conglomerados monopolistas globais que se ocupam da comunicação, da exploração do olhar e da extração dos dados pessoais – e dos quais as mídias digitais são um combustível e uma extensão – se tornaram o centro do capitalismo, a aura mais fulgurante da Superindústria do Imaginário.Este livro pretende, portanto, explicar a mudança no curso a partir da qual a comunicação desenvolveu sua capacidade particular de fabricar valor em escala superindustrial e passou a dominar nada menos que o centro do capitalismo. Para isso, Eugênio Bucci se vale de um repertório vasto, que vai da sociologia jurídica à linguística, da física à filosofia, da psicanálise à economia política, se inscrevendo, também, no campo dos estudos da comunicação. Pela violência de seus atentados em solo francês e por sua expansão territorial no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico não apenas aterroriza como também intriga. Quais são os objetivos dessa organização que afirma querer restabelecer o califado do século VIII a que toma emprestadas a bandeira preta, a perseguição sanguinolenta aos infiéis e a prática da decapitação? Quem são os pais e os padrinhos desse monstro apocalíptico que cultua a morte mais do que o islã, cujo espírito deturpa? Como o EI - ou Daesh - reabre as feridas deixadas pelas guerras norte-americanas no Oriente Médio? Como se aproveita da fratura ideológica entre xiitas e sunitas? Que estratégias adotar para combatê-lo? Através das análises de especialistas em Oriente Médio e islã, de textos de historiadores, escritores, e filósofos reunidos pelo semanário Le 1 e de um dossiê contendo informações essenciais para compreender a natureza do Daesh e sua história, este livro oferece uma visão rica e esclarecida desse estranho e amedrontador grupo que irrompeu na cena mundial, suplantando a Al-Qaeda como nova potência do terrorismo internacional Tensionadas pelos sujeitos e pelos movimentos emancipatórios, as articulações entre comunicação e raça, bem como as imbricações entre mídia e racismo, apresentam-se como desafio para aquelas e aqueles que acreditam e lutam pela justiça social e cognitiva. Os artigos que compõem este livro interpretam, indagam e propõem alternativas a esse tema por meio de análises de autoras e autores de diversos campos teóricos em diálogo com a comunicação. São experiências e investigações que compreendem a centralidade da raça na realidade brasileira. E mais: compreendem sua centralidade nas teorizações e nas práticas políticas interseccionais que desmascaram a colonialidade do ser, do poder e do saber, escondidas sob o mito da democracia racial. Nada melhor do que uma investigação crítica, política e epistemologicamente engajada para compreender e desvelar como a mídia, que atravessa as nossas vidas, é forjada, historicamente, no contexto de profundas desigualdades. Nilma Lino Gomes Apresentação: O Imaginário industrializado Primeira parte: A formação do telespaço público 1. A instância da imagem ao vivo 2. Opinião pública, o mito imprescindível 3. Existe razão na comunicação? 4. As “telepresenças” definem o telespaço público Segunda parte: O gerúndio como forma do tempo histórico 5. O lugar que não para no lugar 6. O tempo que não tem tempo Terceira parte: Da ideologia à videologia 7. Do ideário ao inconsciente 8. A videologia, ou a imagem como língua Quarta parte: A implosão do sujeito 9. Uma agonia exponencial 10. O fantasma (do capitalismo) ronda a comunicação Quinta parte: O valor de gozo na Superindústria 11. Espetácolo: o capital que se mostra 12. Estéticas e fruições mercantis 13. A fabricação do valor de gozo Epílogo: Por uma subjetividade sem cifrão Referências bibliográficas Agradecimentos Coleção Ensaios Baseado em um conjunto de práticas de gerenciamento do mal-estar – por exemplo, a individualização da culpa, o repúdio ao fracasso depressivo, o louvor maníaco do mérito e a criação de um estado de crises e reformulações, bem como de anomia e mudanças permanentes –, o neoliberalismo consegue extrair um a-mais de produtividade das pessoas. Neste livro, o leitor poderá acompanhar como o modo de produção neoliberal construiu uma nova forma de sofrimento que se entranhou em nossas vidas ao modo de uma moralidade indiscutível. Ele funciona como antídoto e resposta aos manuais de gerenciamento e motivação, às narrativas de sucesso e coaching, bem como aos discursos que produzem sujeitos estruturados como uma empresa.
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