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A Sociedade do espetaculo seguido do prefacio a 4. edição italiana : comentarios sobre a sociedade do espetaculo

معرفی کتاب «A Sociedade do espetaculo seguido do prefacio a 4. edição italiana : comentarios sobre a sociedade do espetaculo» نوشتهٔ Guy Debord, Guy Debord, Ron. Adams, Donald Nicholson-Smith, Colectivo Maldeojo، منتشرشده توسط نشر Contraponto در سال 1997. این کتاب در فرمت pdf، زبان pt ارائه شده است.

A notícia da morte de Guy Debord, em 30 de novembro de 1994, foi para a primeira página de quase toda a imprensa francesa, que o tratou como um dos mais importantes pensadores do século. Dias depois, a televisão exibiu "Guy Debord, son art et son temps". Em seguida, o filme-documentário "A sociedade do espetáculo" também foi levado ao ar, pela primeira vez. Nada a estranhar, a não ser pelo fato de que o trabalho de Debord, em vida, fora sistematicamente ignorado por essa mesma mídia que ensaiou resgatá-lo depois de sua morte. Filósofo, agitador social, diretor de cinema, Guy Debord se definia como "doutor em nada" e pensador radical. Ligou-se na década de 1950 à geração herdeira do dadaísmo e do surrealismo. Em julho de 1957, com artistas e escritores de diferentes países, fundou na Itália a Internacional Situacionista, cuja revista, editada por mais de dez anos, inaugurou o discurso libertário que ganharia o mundo a partir dos acontecimentos de Maio de 1968. Um ano antes da eclosão do movimento, Debord publicou a mais importante obra teórica dos situacionistas, "A sociedade do espetáculo", um livro espantosamente lúcido e demolidor, precursor de toda análise crítica da moderna sociedade de consumo. Quanto mais o tempo passa, mais atual se torna este texto, pois, como disse Jean-Jacques Pauvert, "ele não antecipou 1968, antecipou o século XXI". A primeira edição brasileira de "A sociedade do espetáculo", neste volume, sai acompanhada de dois trabalhos posteriores ? um de 1979, outro de 1988 ? em que Debord comenta a própria obra. "Posso me gabar de ser um raro exemplo contemporâneo de alguém que escreveu sem ser imediatamente desmentido pelos acontecimentos", ele diz: "Não estou me referindo a ser desmentido cem ou mil vezes, como os outros, mas a nem uma única vez. Não duvido que a confirmação encontrada por todas as minhas teses continue até o fim do século, e além dele. Por um simples motivo: compreendi os fatores constitutivos do espetáculo (...) considerando o conjunto do movimento histórico que pôde edificar esta ordem e que agora começa a dissolvê-la. Nesta escala, os anos passados [desde a primeira edição do livro] foram apenas um momento da sequência necessária daquilo que eu havia escrito: o espetáculo aproximou-se ainda mais do seu conceito..." Debord estava certo: nunca a tirania das imagens e a submissão alienante ao império da mídia foram tão fortes como agora. Nunca os profissionais do espetáculo tiveram tanto poder: invadiram todas as fronteiras e conquistaram todos os domínios ? da arte à economia, da vida cotidiana à política ?, passando a organizar de forma consciente e sistemática o império da passividade moderna. O que o leitor tem em mãos é a mais aguda crítica à sociedade que se organiza em torno dessa falsificação geral da vida comum. César Benjamin Few works of political and cultural theory have been as enduringly provocative as Guy Debord's The Society of the Spectacle. From its publication amid the social upheavals of the 1960s up to the present, the volatile theses of this book have decisively transformed debates on the shape of modernity, capitalism and everyday life in the late twentieth cenlury. Now finally available in a superb English translation approved by the author, Debord's text remains as crucial as ever for understanding the contemporary effects of power, which are increasingly inseparable from the new virtual worlds of our rapidly changing image/information culture. IN SOCIETIES dominated by modern conditions of production, life is presented as an immense accumulation of spectacles.
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