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A redução sociológica: Introdução ao estudo da razão sociológica

معرفی کتاب «A redução sociológica: Introdução ao estudo da razão sociológica» نوشتهٔ Alberto Guerreiro Ramos، منتشرشده توسط نشر Ubu Editora در سال 2021. این کتاب در فرمت pdf، زبان pt ارائه شده است.

"Guerreiro Ramos foi considerado um dos maiores sociólogos do mundo", definiu o professor e Ministro Silvio Almeida, "pioneiro e militante, foi um grande pensador do Brasil, do estado brasileiro, de um projeto de país." Publicada originalmente em 1958, "A redução sociológica", representa um marco na sociologia brasileira ao aplicar intuições filosóficas para estudar a complexidade da realidade nacional. Nesta obra seminal, Guerreiro Ramos desenvolve o conceito de "redução sociológica" – redução, no sentido culinário de extrair o essencial. Para o autor, a sociologia brasileira deveria se orientar para captar aquilo que era o extrato do Brasil, inserindo o debate sobre a sociologia brasileira em um contexto mundial. Guerreiro Ramos reconhece a emergência de uma consciência crítica da realidade nacional como forma de ação política e intelectual no Brasil, em compasso com a discussão sobre a luta anticolonial afro-asiática, que procura soluções autônomas para os problemas do Terceiro Mundo, articulado à questão da soberania nacional. O Brasil deixou de ser mero reflexo colonial e assumiu consciência própria motivada pelo surgimento de uma infraestrutura e dos imperativos de desenvolvimento, promovendo uma autoconsciência coletiva, uma consciência crítica que permite sua autodeterminação. Todo bom livro é um livro que comporta muitas leituras. Todo grande livro é um livro que, tendo exigido de seu autor um enorme esforço em redigi-lo, exige dos seus leitores um enorme esforço de atenção. É nisso que distingue e sempre se distinguiu Guerreiro Ramos. — Milton Santos O que Paulo Freire faz é formular em termos práticos, na área de educação, uma série de preceitos da redução sociológica de Guerreiro Ramos. — Hélio Jaguaribe Fui amigo e até compadre de Guerreiro Ramos. Depois brigamos. Ele queria liberar todo pesquisador social de países atrasados como o nosso das prescrições metodológicas formais. Eu era, então, um etnólogo bisonho, metido com os índios, querendo estudá-los como fósseis vivos. Florestan queria ser Merton. Guerreiro tinha toda a razão de propor uma ciência social nossa, eficaz e socialmente responsável. Exacerbou, é claro, como todo pioneiro. Mas era, sem dúvida, o melhor de nós. — Darcy Ribeiro Guerreiro foi um dos grandes intelectuais nacionalistas e desenvolvimentistas que se reuniram, junto a outros, no ISEB (Instituto Superior de Estudos Brasileiros) e repensaram o Brasil. — Luiz Carlos Bresser-Pereira Em O desejo dos outros, Hanna Limulja oferece uma porta de entrada ao mundo yanomami através dos seus sonhos. Com o que sonham? O que significa sonhar e por que é importante? Entre os Yanomami, os sonhos não são desejos inconscientes do sujeito, como descreve a psicanálise: sonhar é habitar outros mundos, deparar com outros seres e, nesses encontros, mobilizar-se pelo desejo dos outros. Além disso, o sonho, especialmente ao ser socializado, adquire funções práticas, desempenhando um papel político no dia a dia da comunidade: sonhar com inimigo é motivo para atentar-se bem aos entornos da maloca no dia seguinte; se no sonho a pessoa aparece ricamente adornada, como se estivesse já no mundo dos mortos, é preciso zelar por sua segurança, para mantê-la neste mundo. Aqui o que importa para Limulja (e para os Yanomami) não é tanto a interpretação do sonho quanto o que se pode e deve ser feito com ele. Todos sonham, mas os xamãs são aqueles que dominam o sonhar, pois é através deste que viajam e se abrem para a alteridade, o desconhecido, o distante, e podem conhecer mundos onde nunca estiveram. Xamã yanomami, Davi Kopenawa diz que os napë pë (os brancos) não sabem sonhar. Sonham apenas consigo mesmos, com seu mundo familiar e suas preocupações particulares. Ao passo que o yanomami que sabe sonhar, que envolve saber o que fazer do próprio sonho, desbrava o mundo e aprende com os outros. No momento em que se comemoram 30 anos da homologação da Terra Indígena Yanomami, este livro da antropóloga Hanna Limulja alerta para a importância do sonhar para a resistência indígena. "Apresento os sonhos yanomami às pessoas que nunca sonharam a floresta e que talvez nunca tenham ouvido falar dos Yanomami. Para que conheçam um pouco de sua história, de suas vidas, de seus pensamentos, e para que possam, por sua vez, sonhar com outro modo de ser que, diferente do nosso, e por isso mesmo, tem muito a nos ensinar." "Do ponto de vista da sociologia, a redução “é uma atitude metódica que tem por fim descobrir os pressupostos referenciais, de natureza histórica, dos objetos e fatos da realidade social. A redução sociológica, porém, é ditada não somente pelo imperativo de conhecer, mas também pela necessidade social de uma comunidade que, na realização de seu projeto de existência histórica, tem de servir-se da experiência de outras comunidades”. Ao apresentar suas características, Guerreiro Ramos destaca que a redução sociológica, embora seja uma atitude metódica altamente elaborada, dotada de intencionalidade, está enraizada na realidade social, em seus pressupostos e perspectivas, e tem suportes coletivos.Além dessa características, Guerreiro Ramos estabelece que a redução sociológica seria presidida por quatro “leis” básicas: 1) a lei do comprometimento, estabelecendo que, nos países periféricos, a ideia e a prática da redução sociológica somente poderiam ocorrer àqueles sociólogos que adotassem sistematicamente uma posição de engajamento ou de compromisso consciente com o seu contexto; 2) a lei do caráter subsidiário da produção científica estrangeira, que determinava que toda produção científica estrangeira é subsidiária e não pode ser tomada como paradigma ou modelo; 3) a lei da universalidade dos enunciados gerais da ciência, os quais devem ser combinados com os imperativos da realidade nacional; 4) a lei das fases, que estabelecia que os problemas colocados à ciência social em determinado momento obedeciam à fase histórica da sociedade em que se encontravam.As raízes filosóficas da redução sociológica já foram amplamente discutidas, a começar pelo próprio debate suscitado quando da primeira edição do livro e já explicitadas na segunda. Sabe-se que ela foi influenciada pelo historicismo alemão e é herdeira da fenomenologia de Husserl e do existencialismo de Heidegger."

'Misto de ficção e não ficção, este livro de Juliano Garcia Pessanha (JP) é um testemunho radical e urgente, um exemplo transformador, nas palavras do crítico Roberto Taddei, ''que propõe e inaugura um novo caminho para a literatura que, a partir do diálogo com a psicanálise e a filosofia, se expande sem ser delas tributária''.Se em seus livros anteriores o autor-personagem se isolava numa espécie de romantismo da negatividade, aqui JP realiza um salto: a ideia do sujeito que nasceu ''para fora'', estranhado com o mundo – e, por isso mesmo, privilegiado para falar sobre ele –, perde sua aura em nome do acolhimento, da possibilidade de adentrar e de ressoar com o mundo.Esta virada tem por base a apropriação da conhecida teoria psicanalítica sobre a relação mãe–bebê de Winnicott e da filosofia das esferas de Sloterdijk, em contraposição com negatividade e o vazio característicos do pensamento de Heidegger ou de Nietzsche, que marcaram a prosa do poeta-filósofo até então. Recusa do não-lugar é um relato comovente (e nada autocomplacente) sobre o abandono, a reclusão e as sucessivas tentativas frustradas de entrar no mundo, combinado com sofisticados conceitos filosóficos e psicanalíticos.'

Misto de ficção e não ficção, este livro de Juliano Garcia Pessanha (JP) é um testemunho radical e urgente, um exemplo transformador, nas palavras do crítico Roberto Taddei, "que propõe e inaugura um novo caminho para a literatura que, a partir do diálogo com a psicanálise e a filosofia, se expande sem ser delas tributária". Se em seus livros anteriores o autor-personagem se isolava numa espécie de romantismo da negatividade, aqui JP realiza um salto: a ideia do sujeito que nasceu "para fora", estranhado com o mundo – e, por isso mesmo, privilegiado para falar sobre ele –, perde sua aura em nome do acolhimento, da possibilidade de adentrar e de ressoar com o mundo. Esta virada tem por base a apropriação da conhecida teoria psicanalítica sobre a relação mãe–bebê de Winnicott e da filosofia das esferas de Sloterdijk, em contraposição com negatividade e o vazio característicos do pensamento de Heidegger ou de Nietzsche, que marcaram a prosa do poeta-filósofo até então. Recusa do não-lugar é um relato comovente (e nada autocomplacente) sobre o abandono, a reclusão e as sucessivas tentativas frustradas de entrar no mundo, combinado com sofisticados conceitos filosóficos e psicanalíticos. Folha de rosto Nota desta edição Prefácio a esta edição Prefácio à terceira edição Prefácio do autor à segunda edição Nota introdutória A redução sociológica A consciência crítica da realidade nacional Fatores da consciência crítica do Brasil A mentalidade colonial em liquidação Definição e descrição da redução sociológica Duas ilustrações da redução sociológica Antecedentes filosóficos da redução sociológica Antecedentes sociológicos da redução sociológica Lei do comprometimento Lei do caráter subsidiário da produção científica estrangeira Lei da universalidade dos enunciados gerais da ciência Lei das fases Critérios de avaliação do desenvolvimento Apêndice I Situação atual da sociologia II Considerações sobre a redução sociológica III Correntes sociológicas no Brasil IV Observações gerais sobre a redução sociológica Autor anônimo V O papel das patentes na transferência da tecnologia para países subdesenvolvidos VI Análise do Relatório das Nações Unidas sobre a Situação Social do Mundo Posfácio Sobre o autor Créditos
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