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A alteridade do real ou da in-condição proletária. Ensaio sobre significância e justiça em Emmanuel Levinas 1

معرفی کتاب «A alteridade do real ou da in-condição proletária. Ensaio sobre significância e justiça em Emmanuel Levinas 1» نوشتهٔ Tiago dos Santos Rodrigues، منتشرشده توسط نشر Editora Fi در سال 2017. این کتاب در فرمت pdf، زبان pt ارائه شده است.

Esta obra procura apresentar a correlação entre significância e justiça que há no pensamento do filósofo lituano-francês Emmanuel Levinas, ou seja, como que o nascimento do sentido é chamado à realização da justiça com os próximos e distantes. No primeiro capítulo, apresenta-se a descrição levinasiana da relação entre o existente (o ente humano) para com a existência (o ser em geral), e de como essa relação com o ser já é um protesto contra o ser, isto é, necessidade de evasão dele, uma vez que a relação do humano com o seu ser não é de carência deste, mas de excesso que resulta em opressão. O existente não pode descolar-se da sua existência, do seu ser, está pregado a ele, mas este mesmo ser não satisfaz as aspirações de uma vida verdadeiramente humana; na busca por evasão da condição de ser, o humano pode se enveredar por meios ilusórios e momentâneos de esquecimento desse ser. No segundo capítulo, apresenta-se a crítica de Levinas contra as filosofias da totalidade e do neutro, que retiram o seu sentido da lógica do ser, a partir de sua inspiração na filosofia de Franz Rosenzweig e com a análise crítica do que Levinas chamou à época de filosofia do hitlerismo. Essas filosofias, trabalhando com a lógica ontológica (simetria, contemporaneidade, igualização), tendem a anular as diferenças, quer dizer, as singularidades, o que em termos políticos significa a legitimação do estado de guerra e de estruturas totalitárias que reduzem a multiplicidade de termos a um só termo. No terceiro capítulo, apresenta-se como que de uma transcendência à ordem do ser – o rosto, in-condição porque não partícipe das condições do ser –, a subjetividade do sujeito pode se libertar da opressão do excesso de ser para um de outro modo que ser, com o trauma do encontro com o rosto de outrem que na sua miséria, indigência e exposição à morte chamam o sujeito às responsabilidades. Responsabilidades que obsessionam o sujeito e o tomam como refém do outro ao modo de maternidade, em que há o outro-no-mesmo, e em que o eu, contrariamente à lógica do ser, já não é para-si, mas é um-para-o-outro, é significância. No quarto capítulo, apresenta-se um breve excurso sobre o pranto como modo de exposição da alteridade e de descarga do ser, como expressão do de outro modo que ser. No quinto e último capítulo, apresentam-se as consequências para a significância da entrada do terceiro (da multiplicidade social) nas relações com outrem e de como esta chama a responsabilidade do sujeito a fazer uso, agora sim, da lógica do ser, da ontologia, como função de justiça; também se apresentam as reservas levinasianas para com o estado liberal e do chamado que a obsessão materna pelo outro, pela justiça, é também chamado à revolução, isto é, à libertação do proletariado da sua in-condição proletária. Prólogo ................................................... 15 1. A insustentável leveza do .............................. 19 1.1 Introdução ............................................ 19 1.2 Ser e posição ..........................................23 1.3 Há: da náusea à vergonha .............................. 27 1.4 Saídas frustradas ..................................... 30 1.4.1 O jogo .............................................. 31 1.4.2 A arte .............................................. 32 1.4.3 O sagrado ........................................... 34 1.4.4 O sono .............................................. 36 1.5 Conclusão ............................................. 37 2. Ser e Barbárie ......................................... 39 2.1 De Rosenzweig: a crítica à totalidade.................. 40 2.2 Razão da totalidade: anulação da singularidade ........ 45 2.3 A nervura do real: o estado de guerra ................. 49 2.3.1 A liberdade assassina ............................... 51 2.3.2 A filosofia do hitlerismo ........................... 55 2.4 Conclusão ............................................. 62 3. Alteridade e Significância ............................. 65 3.1 Introdução ............................................ 65 3.2 A transcendência da in-condição ....................... 66 3.3 Responsabilidade e anarquia ........................... 75 3.4 Maternidade e significância ........................... 89 3.5 Conclusão ............................................. 97 4. Excurso: O Pranto ...................................... 99 5. O dizer da Revolução ................................... 107 5.1 Introdução ............................................ 107 5.2 O terceiro e a intriga social ......................... 109 5.3 O Estado .............................................. 114 5.4 A Revolução ........................................... 122 Epílogo ................................................... 137 Referências ............................................... 143
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